Recentemente o Conselho Federal de Medicina, emitiu o Parecer 12/2026, sobre a entrega do Prontuário, no qual afirmou que o mesmo, só pode ser entregue para o paciente, pessoa expressamente autorizada pelo paciente ou por determinação judicial, sem exceção, para entrega direta aos Institutos Médicos-Legais, Autoridade Policial ou Ministério Público.
Fato que causou curiosidade nos Veterinários (as), sobre a entrega do prontuário, em dois aspectos, na denúncia do crime de maus-tratos e caso seja necessário para dirimir alguma situação que envolva a custódia do animal regulamentada pela Lei 15.392/2026.
A regulamentação da Medicina Veterinária sobre o Prontuário é similar a Medicina Humana, reconhece o sigilo do documento e regulamenta que a entrega seja feita ao responsável pelo animal constante da ficha de cadastro do estabelecimento ou por pessoa expressamente autorizada por ele, o ato de denunciar crime de maus-tratos não pode ser confundido com a entrega do prontuário.
Assim, o Veterinário também não pode entregar o Prontuário diretamente aos Institutos Médicos-Legais, Autoridade Policial, Ministério Público, ONG, Protetor ou Político-Partidário da causa animal, exceção, por determinação judicial.
Na família multiespécie, se o casal estiver cadastrado ambos como responsável pelo animal, o prontuário poderá ser entregue à ambos, não constando no cadastro, o prontuário SÓ DEVE SER ENTREGUE AO CÔNJUGE CADASTRADO COMO TUTOR (A), ou pessoa expressamente por ele autorizada, exceção, determinação judicial.
Falo sobre a importância de saber para quem entregar o prontuário veterinário no meu Livro Prontuário Médico-Veterinário - Manual Ético e Jurídico, disponível na Amazon.
Afinal saber para quem entregar o prontuário, é tão importante quanto saber preenche-lo corretamente. O prontuário veterinário é meio de prova, mas revestido de sigilo.
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