Atualmente vivemos em uma sociedade que cada dia mais convive com animais de estimação como membro de família, tanto que, segundo dados recentes, atualmente os lares Brasileiros têm mais cães e gatos do que crianças, são cerca de 92 milhões de cães e gatos e 40 milhões de crianças de até 14 anos.
Nessa perspectiva, surge a necessidade de nós seres humanos, buscarmos ações que visa a família multiespécie e o direito animal, no nosso dia a dia e também na política partidária, afinal, precisamos de quem “faz leis”, a fim, de adequar os novos anseios da sociedade moderna incluindo os animais em nosso ordenamento jurídico, relativizando a máxima da campanha “dar voz aos que não possui voz” e tornando não absoluta a visão de que animais não votam, pois, se não o fazem diretamente, seus tutores e/ou guardiões o fazem indiretamente, e certamente têm peso garantido nas urnas.
O movimento protetivo aos animais representa crescente tão expressiva nas urnas, que no ano de 2012, no município de São Paulo, um vereador candidato com promessas para a Causa Animal, e em sua foto de campanha acompanhado por animal de estimação sem raça definida, recebeu simplesmente 132 mil votos, considerado o vereador mais bem votado da história do Brasil, na época.
E aí, então, como já era esperado nas eleições seguintes, não faltaram candidatos com promessas voltadas para os animais, e isso tende a crescer cada pleito eleitoral, seja na esfera municipal, estadual ou federal, e não tem sido diferente na pré-campanha 2026. Lembrando que, nas eleições de 2022 um deputado federal com pauta da proteção animal, ênfase no combate aos maus-tratos foi eleito por São Paulo com 461.217 votos, o quinto mais votado pelo estado, só que após passou por diversas "licenças", licenciou-se do mandato de Deputado(a) Federal, na Legislatura 2023-2027, para assumir o cargo de Secretário de Inovação e Tecnologia do Município de São Paulo, a partir de 7 de Fevereiro de 2023. Reassumiu, em 27 de Abril de 2023. Licenciou-se do mandato de Deputado(a) Federal, na Legislatura 2023-2027, para assumir o cargo de Secretário Municipal de Inovação e Tecnologia, no município de São Paulo, a partir de 28 de Abril de 2023. Reassumiu, em 3 de Agosto de 2023. Licenciou-se do mandato de Deputado(a) Federal, na Legislatura 2023-2027, para assumir o cargo de Secretário Municipal de Inovação Tecnológica, no município de São Paulo, a partir de 4 de Agosto de 2023. Reassumiu, em 22 de Março de 2024. Licenciou-se do mandato de Deputado(a) Federal, na Legislatura 2023-2027, para assumir o cargo de Secretário de Inovação e Tecnologia do Município de São Paulo, a partir de 25 de Março de 2024. Reassumiu, em 1 de Agosto de 2024, fato que causou vários debates e indagações acerca do comprometimento com a proteção animal.
Destarte não podemos negar que, a causa animal não é novidade na política partidária ou na politicagem, sempre esteve presente, seja na forma protetiva ou na forma lucrativa, tanto que hoje existem representantes, que ignorando os anseios da sociedade e as novas necessidades da família multiespécie e dos animais, estão legislando contra a proteção animal de forma direta e/ou indireta à favor do lucro mediante exploração animal, ou flexibilização do crime que compromete o combate aos maus-tratos aos animais, e aí a importância do voto, como premissa na causa animal protetiva, pois quando a bancada vota pela exploração, pela flexibilização, nós precisamos daqueles que votam pela "abolição", pela proteção, e quando um "falta" a exploração ganha.
E a pergunta que fica é, os Deputados (Estadual/Federal), Senadores, Governadores, Presidente que você votou, protegem ou lucram com os animais? Eles estiveram presentes em votações e projetos importantes e decisivos para proteção de família multiespécie e toda fauna brasileira e não só cão e gato?
Pois inconteste, a interferência do Congresso Nacional na vida diária do cidadão, cidadã e animais, que por vezes estão utilizando a nossa confiança, para atuar apenas em causa própria ou por interesses de alguns empresários e/ou partidos políticos, ignorando os anseios da população.
Ou seja, 2026 é um ano eleitoral de extrema importância e reflexão, para votar com consciência, com a consciência de que o voto não tem valor tem consequência.
Pois, quem “faz leis”, quem "regulamenta" a vida diária de uma Nação, seja deputado estadual, federal, senadores, governadores, presidente, é responsável por possibilitar a eficácia e aplicação de determinado regulamento.
Logo, necessário estudo minucioso do candidato que se intitula pela causa animal, a fim, de resguardar a representatividade política a partir da mobilização em torno do respeito à sua vida do animal como premissa, pois os últimos anos tem nos mostrado que nem sempre o representante pela causa animal é ético, no aspecto de cumprir a atribuição que lhe é imposta pelo cargo eletivo.
Sendo necessário ponderar algumas questões:
a foto fofa com animais, basta?
a promessa de castração gratuita, basta?
a assistência médico-veterinária a preço popular, basta?
o bater na porta e salvar determinado animal de estimação em situação de maus-tratos, basta?
fazer post comovente nas redes sociais, basta?
Me parece ínfimo, genérico, descabido e sem qualquer relação com a atribuição conferida aos mesmos.
Pois, o diferencial será tentarmos achar os verdadeiros candidatos pela causa animal, aqueles que atuaram no seu "papel" de deputado (estadual/federal), senador, governador, presidente, com bravura e destemor, até porquê necessitamos de políticas públicas permanente que possam assegurar o bem-estar animal.
A promessa de serviços sociais aos animais, como castração, assistência médico-veterinária, entre outras é COMPRA DE VOTO e faz atrasar a Implementação de políticas públicas de controle populacional, atendimento veterinário e acolhimento.
Enquanto o efetivo combate aos maus-tratos aos animais é atribuição da autoridade policial, pois muitas vezes enquanto o político-partidário está se filmando quebrando porta, falando grosso para salvar o animal indefeso, causando comoção digital, ele está se abstendo da sua atribuição conferida através do voto.
Além de que, é importante analisarmos três pressupostos primordiais na escolha do candidato:
- passado limpo
- comprometimento com a democracia
- apoio total e irrestrito as políticas públicas que visa proteção animal.
Na causa animal, poderíamos aplicar o pressuposto de passado limpo, ao verificarmos o passado do candidato com suas lutas em prol dos animais, lutas diárias e incessantes, trabalho árduo de quem realmente é da causa e sabe o que é, e, não simplesmente uma foto ou uma matéria pelo fim aos maus-tratos, como condição genérica e sem base de conhecimento especifico, até porque, precisamos urgentemente de boas leis, mais rigorosas e efetivas, que só entende, quem é de verdade.
É necessário políticas públicas eficazes, pois, basta, de protetores e ONGs fazendo o serviço que deveria ser realizado pelo poder público, e lembrar da causa animal somente na pré-campanha, campanha, já me deparei com situações de gestores que assinaram termo de compromisso com a causa e após eleitos, apenas dizem NÃO TEMOS ORÇAMENTO, e pior, seres humanos desinformados que acreditam, na falácia, que cuidar dos animais é preterir direitos dos seres humanos, esquecendo que, o que faz faltar orçamento é a corrupção que assola nosso país, verba têm, porém, falta gestão de qualidade e gestores comprometidos com suas obrigações constitucionais, afinal, políticos eleitos pela causa animal, possuem as obrigações legais impostas por lei, escolheram a causa animal, a qual a Constituição reconhece o DEVER do poder público.
Melhor que possibilitar subsídios para ONGs e Protetores, é implantar políticas públicas, as quais não necessite das ONGs e Protetores, que estão cansados da alta demanda face a inércia do Poder Público.
Até porque, os protetores convivem diariamente com o sofrimento do animal, e quando optam por votar, sob a premissa da causa animal, buscam representantes que criem políticas públicas capazes de mitigar essa situação, que não se resolve só com dinheiro, mas com trabalho sério e comprometido. Antes de socorrer um animal que sofre é melhor buscar mecanismos para que ele não sofra.
Assim, a eleição 2026 pela causa animal é de extrema importância, vez que, representa a esperança de mudança.
Não podemos deixar e permitir que a causa animal, faça parte também da corrupção que assola nosso país, e o candidato que prometer trabalhar pela causa se eleito, deve apresentar resultados positivos pela causa animal, na perspectiva de proteção pelo que seu cargo exige, trabalho no Congresso, Estado, País, caso contrário não haveria sentido ser eleito.
Fato é, protetores, tutores e/ou guardiões de animais não se furtam de votar em candidatos que se mostram representantes dos animais, porém, é preciso respeito ao cargo confiado após eleito, independente da visão protetiva ao animal, bem-estarista, abolicionista ou socorrista, inconteste que, buscamos uma atuação política partidária protetiva a vida e bem-estar dos animais, para além da comoção que a causa repercute nas pessoas e nas redes sociais.